A Educação Socioprofissional corresponde a um espaço profissional desenhado no ponto de encontro e de cruzamento, entre a área do trabalho social, profissional e a área da educação.
Autonomiza-se relativamente ao trabalho social pelo carácter pedagógico que determinam os seus modelos de actuação. Demarca-se da educação em geral e sobretudo da educação escolar, pelo carácter não formal de uma intervenção direccionada para todas as pessoas independentemente da sua situação na vida. Reflexividade, polivalência técnica, criatividade, adaptabilidade e dinamismo são características fundamentais do saber profissional dos educadores sócioprofissionais.
O seu saber pedagógico oferece instrumentos conceptuais de carácter abrangente, de acordo com as exigências da actividade educativa, valorizada simultâneamente como arte, como ciência, como técnica e como filosofia.
Como arte, na medida em que educar exige criatividade, pensamento alternativo, imaginação, espírito empreendedor, capacidade projectiva, abertura ao imprevisto e poder de decisão.
Como ciência, pela necessidade de racionalização de experiências e de construção de um saber próprio, evitando a cristalização de rotinas e o risco de empirismo.
Como técnica, atendendo à exigência da especialização e de procura de instrumentos cada vez mais adequados ás necessidades educativas dos educandos.
Como filosofia, na medida em que toda a intervenção no devir antropológico requer a problematização incessante de ideias, valores e comportamentos.
Possuidores de uma formação académica possuidora de uma percepção globalizante, de uma mentalidade curricular, os educadores socioprofissionais encontram-se em posição privilegiada na promoção do sentido integrador que preside ao trabalho social em rede. Só uma abordagem abrangente do ponto de vista disciplinar, como é o saber pedagógico, pode ajudar a conferir sentido e operacionalidade a uma realidade heterogénea e em permanente mutação. É frequentemente apontado como uma das suas fragilidades a polivalência que caractreiza o perfil profissional dos educadores sociais surge-nos, como uma mais valia importantíssima quando se trata de equacionar estratégias de intervenção de tipo sistémico, pedagogicamente diferênciadas e interactivas.
Em consonância objectiva com estas reflexões, embora sem lhes referir, Daniel Hameline (1986), virá a concluir que o educador é simultaneamente, um prático, um especialista e um militante. Enquanto prático, recusa tanto o carácter abstrato das directivas do especialista como o dogmatismo das máximas do militante; como especialista aparece como um tecnólogo prospectivo que desconfia, da intempestividade do militante por um lado, por outro do imobilismo do prático. Na posição de militante parece ter mais convicções que competência.
Poucas profissões têm sido objecto tão frequente de auto e de hetero-reflexão como a de Educador Socioprofissional. Em nosso entendimento fica a dever-se a um conjunto de factores dos quais se destacam:
- Processo lento e recente de configuração profissional das incumbências que lhe são inerentes.
- Dificuldade na partilha de funções com outras profissões da mesma área, já existentes ou emergentes.
- Reservas quanto ao esboço de acções sistemáticas em prol de uma intervenção educativa não escolar.
- Peso de uma tradição voluntarista e benévola, entretanto em crise.
- Instabilidade epistemiológica no terreno da fundamentação científica dos respectivos saberes e práticas.
Autonomiza-se relativamente ao trabalho social pelo carácter pedagógico que determinam os seus modelos de actuação. Demarca-se da educação em geral e sobretudo da educação escolar, pelo carácter não formal de uma intervenção direccionada para todas as pessoas independentemente da sua situação na vida. Reflexividade, polivalência técnica, criatividade, adaptabilidade e dinamismo são características fundamentais do saber profissional dos educadores sócioprofissionais.
O seu saber pedagógico oferece instrumentos conceptuais de carácter abrangente, de acordo com as exigências da actividade educativa, valorizada simultâneamente como arte, como ciência, como técnica e como filosofia.
Como arte, na medida em que educar exige criatividade, pensamento alternativo, imaginação, espírito empreendedor, capacidade projectiva, abertura ao imprevisto e poder de decisão.
Como ciência, pela necessidade de racionalização de experiências e de construção de um saber próprio, evitando a cristalização de rotinas e o risco de empirismo.
Como técnica, atendendo à exigência da especialização e de procura de instrumentos cada vez mais adequados ás necessidades educativas dos educandos.
Como filosofia, na medida em que toda a intervenção no devir antropológico requer a problematização incessante de ideias, valores e comportamentos.
Possuidores de uma formação académica possuidora de uma percepção globalizante, de uma mentalidade curricular, os educadores socioprofissionais encontram-se em posição privilegiada na promoção do sentido integrador que preside ao trabalho social em rede. Só uma abordagem abrangente do ponto de vista disciplinar, como é o saber pedagógico, pode ajudar a conferir sentido e operacionalidade a uma realidade heterogénea e em permanente mutação. É frequentemente apontado como uma das suas fragilidades a polivalência que caractreiza o perfil profissional dos educadores sociais surge-nos, como uma mais valia importantíssima quando se trata de equacionar estratégias de intervenção de tipo sistémico, pedagogicamente diferênciadas e interactivas.
Em consonância objectiva com estas reflexões, embora sem lhes referir, Daniel Hameline (1986), virá a concluir que o educador é simultaneamente, um prático, um especialista e um militante. Enquanto prático, recusa tanto o carácter abstrato das directivas do especialista como o dogmatismo das máximas do militante; como especialista aparece como um tecnólogo prospectivo que desconfia, da intempestividade do militante por um lado, por outro do imobilismo do prático. Na posição de militante parece ter mais convicções que competência.
Poucas profissões têm sido objecto tão frequente de auto e de hetero-reflexão como a de Educador Socioprofissional. Em nosso entendimento fica a dever-se a um conjunto de factores dos quais se destacam:
- Processo lento e recente de configuração profissional das incumbências que lhe são inerentes.
- Dificuldade na partilha de funções com outras profissões da mesma área, já existentes ou emergentes.
- Reservas quanto ao esboço de acções sistemáticas em prol de uma intervenção educativa não escolar.
- Peso de uma tradição voluntarista e benévola, entretanto em crise.
- Instabilidade epistemiológica no terreno da fundamentação científica dos respectivos saberes e práticas.
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